https://www.youtube.com/watch?v=akOWY704byI&feature=youtu.be&fbclid=IwAR0Nroc5ZmdpundiBPC07uW64kN2dwdOy0NHjFpgOEm7a4L1YfbHtju2IJ8
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POLITEÍA E PHRÓNESIS: ASPECTOS DA RELAÇÃO ENTRE A ÉTICA A NICÔMACOS E A POLÍTICA DE ARISTÓTELES. Márcio Petrocelli Paixão Resumo O conceito de constituição política ( politeía ), na nossa discussão sobre a relação entre prudência e sabedoria em Aristóteles, precisa ser trabalhado de modo que possamos definitivamente nos concenver de que, para os pensadores clássicos, é somente a partir de uma boa constituição política que uma pólis poderá atingir o seu melhor desenvolvimento. Esse aspecto da pólis -- de depender inteiramente da força das suas constituições - vale em geral para o homem antigo, que apenas se define no contexto da sua cidade. Veja o artigo no link: https://revistas.ufrj.br/index.php/FilosofiaClassica/article/view/3186?fbclid=IwAR2TaZZTLW5evhFNAI2h0ZBI9sWMoOkM8OhmFHJkG_qjL4BUiYKyLoVcH6I
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Os filósofos devem ser lidos “criticamente”? O primeiro problema dessa assertiva é a desconsideração sobre a necessidade de definir o significado de “crítica”. O segundo problema, intimamente ligado ao primeiro, é que não somos capazes de pensamento crítico em relação a um assunto que desconhecemos. Portanto, encorajar um iniciante em filosofia a estudar criticamente os filósofos é supor que ele já sabe sobre o que lerá e que, assim, já está em condições de assumir uma postura crítica diante dos textos. Isso acontece porque muitas vezes os filósofos tratam de temas muito abordados no nosso quotidiano e, de certa maneira, estão da ordem do dia - as grandes coisas sempre estão na ordem do dia, pois são atemporais. Por outro lado, as questões existenciais - as maiores da filosofia - são, de algum modo, de interesse geral, mesmo quando julgamos ignorá-las. Quem jamais se preocupou com temas como a existência de Deus, o destino da alma após a morte ou o sentido da vida? Deístas e ateus...
"Os filósofos viajam" - você já ouviu um aluno dizer isso?
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Textos da série: as cinco dificuldades básicas dos iniciantes no estudo da filosofia “Os filósofos ‘viajam’” Quantas vezes ouvimos alunos pronunciarem a frase “os filósofos viajam”? Na verdade, eu a ouvi e ouço constantemente de alunos e leitores iniciantes dos livros nos filosofia. Normalmente, os que se aborrecem com a maneira de falar dos filósofos são os mesmos que não apreciam a chamada grande literatura. Preferem, caso se trate de alguém que aprecie algum tipo de leitura, livros e discursos “mais objetivos”, que “expliquem” ou contem uma história "diretamente" e "sem rodeios”. Caso você faça parte do grupo de pessoas que pensam assim, um dos dois problemas está em questão: 1.Você não aprecia ou não aprendeu a apreciar a filosofia; 2.Você está mais propenso a crer do que a saber sobre o que ouve (ou lê). Falarei dos dois problemas separadamente. Apreciar ou deixar de apreciar a filosofia não é um problema. Há pessoas que vivem muito bem sem jamais terem ...
Filosofia e Erudição
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A filosofia é pura erudição? O que é a filosofia e como é preciso ensiná-la? - A filosofia enquanto admiração e “encantamento do mundo”. Iniciarei uma exposição que abarca cinco dificuldades básicas dos iniciantes no estudo da filosofia: pensar que a filosofia é pura erudição; que os filósofos “viajam”; que basta ler os filósofos para aprender filosofia; que devem ler os filósofos “criticamente”; não aceitarem que precisam se desarmar diante da leitura de um texto de filosofia. Normalmente, os iniciantes no estudo da filosofia se assustam acreditam (é claro que com razão) no fato de que precisam estudar muito, o que mostra, via de regra, a sua pouca disposição para a leitura. Que os textos de filosofia não são fáceis, não é novidade para ninguém que por eles tenha se aventurado. Mas isso leva diretamente à primeira crença: a filosofia é erudita, uma disciplina para uma pequena elite de polímatas. Essa dificuldade inicial reflete a verdade sobre o estudo da filosofia? ...
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Sobre a Electra de Sófocles A Electra de Sófocles ganha definitiva notoriedade no mundo contemporâneo devido a dois autores: Freud e Nietzsche, embora a peça vá muito além do que pode ser fixado por um autor, que sempre extrai do poema o que lhe importa para as suas teses. A personagem se torna um símbolo no pensamento de Freud pela suposta “fixação” da personagem na figura do pai (Agaménon), embora a peça nos indique a vingança como princípio que leva Electra e o irmão, Orestes, ao plano de assassinar Clitemnestra, pelas mãos de quem Agaménon foi morto. Seria o caso de dizer, se Freud tem razão, que Orestes também possuía uma fixação na figura do pai. Afinal, ele é uma peça-chave no desfecho trágico do drama e não cogita ao longo da peça nada além de vingar o pai e matar a mãe. Nietzsche, ao contrário, considera a estirpe dos Átridas pelo aspecto do destino e da maldição que sobre ela recai, desde o momento em que Agaménon se vê “obrigado” a sacrificar a pequena Ifigênia no altar...